A relação entre literatura e sociedade mostra-se presente na literatura brasileira como resultante de etapas descumpridas de um percurso civilizatório que não contempla os interesses coletivos. Diante disso, a presente tentativa de estudo crítico debruça-se sobre elementos de uma cronologia que aponta para as fraturas e sequelas observadas em programas sociais e posições políticas refratários à situação de um povo expropriado do que lhe cabe por direito. A partir da análise de elementos específicos da narrativa de determinados escritores, que vão de José de Alencar a Conceição Evaristo, interessa-nos cumprir a tarefa de percorrer os escaninhos de um processo de formação configurado num período previamente definido. Com isso, buscamos identificar as cicatrizes sociais ao longo desse caminho.