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Doidinho

Doidinho

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Sinopse

Publicadaem 1933, a obra "Doidinho", continuação de "Menino deEngenho", mostra Carlinhos em um mundo completamente diferente doengenho Santa Rosa. 

Carlinhos agora é Carlos de Melo, está saindo da infânciae entrando na pré-adolescência, enquanto vive num colégio interno, sob oolhar de um diretor cruel e autoritário. 
Enquanto lida com o despertar de suasexualidade, sente falta da antiga vida no engenho, e encontra refúgio noslivros.
As mudanças na vida de Carlos acompanham as mudanças na história do Brasil.Os engenhos estão sendo trocados por usinas, enquanto há uma percepção de quea mão de obra na cultura açucareira é análoga à escravidão. 
Com introdução da pesquisadora, crítica literária, autora de literaturajuvenil e professora universitária Marisa Lajolo, "Doidinho" é asegunda obra do chamado Ciclo da Cana-de-Açúcar de José Lins do Rego. 
O ano de sua publicação coincide com a da obra "Casa-Grande &Senzala" de Gilberto Freyre, de quem José Lins do Rego era amigo.

Autor


José Lins do Rego
Nasceu em Pilar, na Paraíba, no dia 3 de junho de 1901. Foi um dos romancistas regionalistas mais respeitados da literatura nacional, juntode Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz e Jorge Amado. Seu romance de estreia, Menino de Engenho (1932), foi bastante elogiado pela crítica.
Sua amizade com Gilberto Freire teve grande influência em sua obra, através das ideias novas sobre a formação social brasileira. Foi amigo, também, dos escritores José Américo de Almeida, Osório Borba, Luís Delgado e Aníbal Fernandes. A obra do autor compreende um conjunto de cinco livros nomeados por ele como "Ciclo da cana-de-açúcar", em referência ao papel que a decadência do engenho açucareiro nordestino ocupa. Tendo antepassados que eram, em grande parte, senhores de engenho, José Lins do Rego teve desde cedo contato com a riqueza do engenho de açúcar e com o mundo rural do Nordeste, o que lhe deu a oportunidade de relatar suas experiências através das personagens de seus primeiros romances. Ativo nos meios intelectuais, colaborou também para a imprensa, escrevendo para os Diários Associados e O Globo.
É atribuída a José Lins do Rego a invenção de um novo romance moderno brasileiro. O conjunto de sua obra é um marco histórico na literatura regionalista por representar o declínio do Nordeste canavieiro. Foi o quarto ocupante da Cadeira 25 da Academia Brasileira de Letras, tendo sido eleito em 15 de setembro de 1955.José Lins do Rego faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de setembro de 1957.